Para melhorar a qualidade do conteúdo deste website e adaptá-lo às necessidades dos utilizadores, são utilizados cookies, incluindo cookies de terceiros. Ao continuar a utilizar este website, concorda com a utilização de cookies, bem como com uma possível comunicação caso introduza os seus dados de contacto num dos formulários do site.
Voltar ao blogue

Como usar composto nos canteiros da estufa sem excessos

Como usar composto nos canteiros da estufa sem excessos

Cultivo em estufa

Na estufa, o composto pode devolver matéria orgânica ao solo e fornecer nutrientes, mas a composição varia de lote para lote. Um material bem maturado ainda pode ser rico em sais ou em determinados nutrientes, sobretudo se os canteiros já receberam composto ou outros fertilizantes. Para evitar excessos, não basta escolher uma dose habitual: é preciso confirmar a maturação e a origem, interpretar a análise do composto e conhecer o solo. A quantidade deve corresponder às culturas e à superfície real dos canteiros, não à área total da estufa.

Estufa com uma secção de arrumação em Accoya.

O composto não tem uma composição fixa

O composto fornece matéria orgânica e pode contribuir para a estrutura do solo, a retenção de água e a atividade biológica. Também fornece nutrientes, mas em proporções que dependem dos materiais de origem, do processo de compostagem e da humidade do lote. Dois compostos com aparência semelhante podem diferir em azoto, fósforo, potássio e sais solúveis. Parte dos nutrientes pode ficar disponível gradualmente; a cor e o cheiro não revelam essa proporção. A maturação indica que a decomposição avançou, mas não garante que o composto seja equilibrado para todas as culturas.

Nos canteiros da estufa, as aplicações acumulam-se ao longo dos ciclos. A cobertura reduz a entrada direta da chuva e, por isso, a lavagem natural do solo pode ser menor, embora o efeito dependa da rega e da drenagem. Se se acrescentarem lotes ricos em nutrientes sem avaliar o que já existe, podem acumular-se elementos de que as plantas não precisam. Convém considerar cada aplicação como parte do balanço de nutrientes do canteiro, não como uma camada neutra que se pode repetir sem limite.

Como avaliar a maturação do composto

Um composto maduro costuma ter um cheiro semelhante ao da terra, uma textura relativamente homogénea e um aspeto escuro. Também é útil observar se o material deixou de aquecer de forma acentuada depois de ser revolvido e de voltar a receber ar. Estes sinais ajudam a distinguir um composto estabilizado de restos ainda em decomposição, mas não funcionam como uma certificação. Alguns fragmentos lenhosos podem permanecer mesmo num composto maduro, porque se decompõem mais lentamente; a sua presença isolada não prova que o lote esteja inacabado.

Um odor intenso a amoníaco ou a matéria em decomposição, ou um aquecimento persistente, são motivos para não tratar o material como pronto para aplicar junto de culturas sensíveis. Deixe-o continuar a compostar ou peça informação ao fornecedor. A ausência desses sinais também não confirma que o composto seja adequado: pode estar maduro e, ainda assim, ter demasiados sais ou nutrientes para o canteiro. Quando o uso é amplo ou a origem não é clara, uma análise de estabilidade ou de maturidade ajuda a separar estas questões.

Origem do composto e identificação dos canteiros

Resíduos verdes, restos de cozinha, estrume e materiais lenhosos podem dar origem a compostos com características diferentes. Um lote com maior proporção de estrume pode, por exemplo, ter uma concentração de nutrientes ou sais distinta de um composto mais rico em material vegetal. O nome comercial ou a indicação de que é um produto natural não permite calcular esses teores. Antes de o usar em canteiros de hortícolas, confirme a origem, leia a informação do rótulo e procure dados do lote sobre composição e utilização prevista.

Registe o fornecedor ou a origem, a identificação do lote, a data e os canteiros a que o material se destina. Esta informação permite distinguir aplicações feitas com compostos diferentes e interpretar resultados futuros do solo. Se receber um novo lote antes de terminar o anterior, mantenha os respetivos registos separados, em vez de os tratar como um único material. Associe cada aplicação a um canteiro identificado no desenho da estufa, para saber mais tarde onde foi utilizado cada lote. Ao planear o espaço, a área indicada para a Estufa Bloomcabin Prestige, entre 3,77 e 28,08 m², ajuda a comparar a escala do modelo. No desenho, distinga os canteiros dos caminhos e das zonas sem cultivo e dê a cada canteiro uma identificação simples. Assim, a informação sobre a origem do composto fica ligada ao local onde foi aplicado, e não apenas ao nome da estufa.

O que procurar na análise do composto

Uma análise laboratorial pode indicar pH, condutividade elétrica (CE), humidade ou matéria seca, matéria orgânica e teores de azoto, fósforo e potássio. Quando disponíveis, os dados sobre estabilidade ou sobre diferentes formas de azoto ajudam a interpretar a libertação provável de nutrientes. A CE dá uma indicação global dos sais solúveis, mas não identifica cada sal nem determina, isoladamente, se o composto é adequado a uma cultura. O pH também não define uma dose: deve ser interpretado em conjunto com o solo e a cultura pretendida.

Leia as unidades e a base em que os resultados são apresentados. Um teor expresso sobre matéria seca não se compara diretamente com um valor referido ao produto tal como é fornecido, sobretudo se o lote tiver muita humidade. Se a análise indicar nutrientes por unidade de massa, não transforme esse valor em litros sem conhecer os dados necessários para a conversão. Ao comparar dois lotes, verifique primeiro se os resultados usam a mesma base e as mesmas unidades; caso contrário, os números não permitem uma comparação direta. Numa compra para vários canteiros, mantenha também a quantidade encomendada separada da quantidade prevista para cada aplicação. A gama de 47 a 70 m² da estufa espaçosa Bloomcabin Orangerie é apenas a área indicada para o modelo. Uma superfície maior não dispensa esta leitura dos resultados: o cálculo do material continua a depender dos canteiros e da recomendação de aplicação.

Exterior de uma estufa Orangerie.

Analise também o solo da estufa

A análise do composto descreve o material que entra no canteiro; não revela o estado do solo que o recebe. O solo pode já conter nutrientes de aplicações anteriores ou apresentar um pH que limite a disponibilidade de alguns deles. Uma análise adequada à horticultura pode ajudar a avaliar o pH e os nutrientes existentes; quando há suspeita de acumulação de sais, pode ser útil pedir também uma avaliação da CE. Siga as indicações do laboratório para recolher e acondicionar a amostra.

Não misture numa única amostra canteiros com solos ou históricos de aplicação muito diferentes: o resultado combinado pode esconder um excesso localizado. Identifique cada zona e registe o que recebeu anteriormente. Ao preparar a recolha, consulte esses registos para distinguir, por exemplo, um canteiro que recebeu composto de outro onde não houve aplicação. Indique ao laboratório a correspondência entre cada amostra e a respetiva zona, seguindo as suas instruções. Depois, guarde os resultados com a mesma identificação, para não atribuir a todo o espaço uma recomendação destinada apenas a um canteiro. Ao escolher entre as opções de área da estufa clássica em alumínio, de 3,77 a 28,08 m², o desenho da disposição interior pode servir também de mapa para as amostras. A utilidade desse mapa está em relacionar cada resultado com o solo analisado, mesmo que mais tarde se altere a disposição das culturas.

Meça os canteiros antes de estimar o volume

Meça o comprimento e a largura de cada canteiro retangular e multiplique-os para obter a área. Se a forma for irregular, divida-a em figuras simples, estime cada parcela e some os resultados. Inclua apenas a superfície que vai receber o composto; exclua caminhos, bancadas, zonas de arrumação e áreas sem plantação. Quando uma recomendação apropriada para a cultura indicar uma espessura de aplicação, pode calcular o volume multiplicando essa espessura, expressa em metros, pela área em metros quadrados. Um metro cúbico corresponde a mil litros; esta conversão não define, por si só, uma dose.

Não confunda a profundidade total do canteiro com a espessura do composto a acrescentar. Se a orientação for dada em quilogramas por metro quadrado, use essa unidade em vez de converter automaticamente um volume de sacos em peso. A humidade e a densidade do material podem tornar essa conversão enganadora. Organize o cálculo por canteiro: anote a área, a quantidade recomendada por metro quadrado e o total correspondente, sempre com as unidades. Só depois some as quantidades das zonas que vão receber composto. Esta separação permite rever uma parcela sem refazer o plano inteiro e evita confundir o total comprado com a dose de cada canteiro. A área indicada para a estufa de parede em alumínio, entre 3,69 e 14,34 m², ajuda a avaliar a escala do modelo. Para a encomenda de composto, use o total calculado a partir dos canteiros, não essa área de catálogo.

Defina a quantidade com base nos resultados

A quantidade deve corresponder à cultura, ao solo e à composição do lote. Procure uma recomendação horticultural para a cultura prevista e confirme se está expressa em volume ou em massa, se se refere a uma aplicação única ou a um período e a que tipo de composto se aplica. Compare-a com os resultados do solo. Se o canteiro já tiver níveis elevados de determinados nutrientes ou sais, não parta do princípio de que precisa de mais composto; pode ser necessário suspender a aplicação até obter orientação adequada.

As culturas não têm todas as mesmas necessidades, e o composto não fornece sempre os nutrientes na proporção ou no momento de que uma cultura precisa. Não existe uma camada universal que sirva para todos os canteiros da estufa. Ao comparar modelos como as estufas de alumínio de edição limitada, disponíveis em áreas de 3,77 a 28,08 m², associe cada zona de cultivo à cultura prevista e à respetiva recomendação. Se estiverem planeados vários ciclos no mesmo canteiro, não repita automaticamente a quantidade inicial em cada plantação: considere o que já foi aplicado e os resultados disponíveis. Registe também quando a decisão for não acrescentar composto, para que a ausência de aplicação não pareça um esquecimento. O plano deve permitir distinguir uma necessidade da cultura de uma simples rotina de preparação do canteiro, sem atribuir a mesma quantidade a todas as zonas.

Distribuição uniforme do composto nos canteiros

A forma de aplicar depende do estado do canteiro e do sistema de cultivo. Antes da plantação, o composto pode ser distribuído à superfície ou incorporado de forma compatível com o método utilizado, seguindo a recomendação para o material e para a cultura. Num canteiro já ocupado, confirme se uma aplicação à superfície é adequada. Em qualquer caso, use apenas composto suficientemente maturado e distribua-o de maneira uniforme na zona prevista, em vez de o concentrar em montes ou em covas de plantação.

Uma acumulação localizada pode expor raízes a uma concentração elevada de sais ou nutrientes, mesmo quando a quantidade total parece moderada. A distribuição uniforme reduz esse risco, mas não torna segura uma dose total excessiva. Antes de começar, separe a quantidade destinada a cada canteiro e identifique as zonas que não vão receber composto. Assim, não terá de repartir o material restante apenas por estimativa visual no fim do trabalho. Se uma aplicação ficar incompleta, registe a parte tratada e a quantidade utilizada antes de continuar noutro dia. Ao planear uma estufa tipo T Orangerie, cuja área indicada varia entre 16,52 e 30 m², considere também os caminhos de acesso aos canteiros. O desenho deve permitir perceber por onde transportar o material e onde o distribuir, mantendo as quantidades atribuídas a cada zona, mesmo quando os canteiros não estão todos alinhados.

Estufa Orangerie vista no jardim.

Vigie a acumulação de sais ao longo do tempo

Sob cobertura, a chuva não lava diretamente os canteiros e a evaporação pode concentrar sais à medida que a água sai do solo. O composto não é a única origem possível: fertilizantes e água de rega também podem contribuir. Se as aplicações se repetirem, acompanhe os resultados do solo, em especial quando a cultura apresenta problemas ou quando a análise anterior já assinalava valores elevados. Uma alteração visível na superfície não permite identificar, por si só, a causa; evite corrigir o solo apenas com base na aparência.

Se a análise indicar uma concentração elevada de sais ou de um nutriente, suspenda novas aplicações de composto até perceber a situação. Quando a CE do solo suscita dúvidas, pode ser necessário avaliar também a água de rega e pedir aconselhamento a um profissional de horticultura. Não acrescente mais composto nem altere a rega de forma drástica sem um diagnóstico. Para preparar essa avaliação, reúna os resultados anteriores, as datas das aplicações e as quantidades usadas no canteiro em causa. Distinga o que foi observado nas plantas ou à superfície do que foi efetivamente medido: são informações diferentes, embora ambas possam ajudar a descrever o problema. Mesmo numa estufa em forma de pirâmide, com áreas indicadas de 5,53 a 18,9 m², mantenha essa identificação por zona de cultivo. Uma observação geral da estufa não substitui o acompanhamento do canteiro onde surgiu a alteração.

Registe as aplicações e reveja o plano

Anote a data, a origem e o lote do composto, a quantidade aplicada, a unidade usada e os canteiros abrangidos. Registe também a cultura e os resultados das análises disponíveis. Com estes dados, torna-se mais fácil perceber se uma alteração no solo coincide com uma aplicação ou se houve acumulação ao longo de vários ciclos. Compare resultados obtidos com métodos e unidades compatíveis e use a recomendação adequada antes de decidir se deve voltar a acrescentar composto. Um calendário anual, por si só, não demonstra que o solo precisa de nova aplicação.

Desenhar a estufa com as zonas de cultivo, os caminhos e a arrumação identificados evita contar área que não recebe composto. A estufa com arrumação integrada apresenta opções de área entre 5,52 e 28,08 m²; separe essa zona dos canteiros no plano. Quando alterar a disposição interior, atualize o desenho e a área de cada canteiro antes de reutilizar um cálculo antigo. Mantenha, porém, os registos das aplicações anteriores associados ao local correspondente: uma mudança de nome ou de cultura não apaga o que o solo recebeu. No fim de cada ciclo, compare a quantidade prevista com a efetivamente aplicada e assinale diferenças, incluindo aplicações que tenham sido adiadas ou canceladas. Este registo permite rever o plano sem depender da memória e mantém a utilização do composto ligada ao histórico de cada canteiro.

Perguntas frequentes

Como sei se o composto está maduro?

Um cheiro a terra, uma textura relativamente homogénea e a ausência de aquecimento acentuado depois de revolver o material são sinais úteis, mas não provam, por si só, que está pronto para qualquer cultura. Confirme a origem e, se houver dúvidas, peça informação sobre a maturidade ou estabilidade do lote.

Posso usar composto sem conhecer a análise?

Não é prudente aplicar grandes quantidades ou repetir aplicações de um lote desconhecido sem informação sobre a sua origem e composição. A análise do composto e do solo é especialmente útil quando se trata de uma área extensa, de um material rico em estrume ou de canteiros que já receberam várias aplicações.

O composto maduro substitui sempre um fertilizante?

Não. A maturidade não indica quanto azoto, fósforo ou potássio o composto fornece, nem quando esses nutrientes ficam disponíveis. A cultura e os resultados das análises determinam se o composto basta para uma necessidade concreta ou se é preciso outro plano de fertilização.

Devo calcular a quantidade pela área total da estufa?

Não. Some apenas a superfície dos canteiros que vão receber composto. Exclua caminhos, zonas de arrumação e outras áreas sem solo a tratar. A área indicada para um modelo de estufa ajuda a planear o espaço, mas não substitui a medição dos canteiros.

O que faço se a análise indicar excesso de sais ou nutrientes?

Suspenda novas aplicações de composto até compreender os resultados e avalie também o solo e, se necessário, a água de rega. Peça orientação a um profissional de horticultura antes de tentar corrigir o problema: acrescentar mais material ou alterar a rega sem diagnóstico pode não resolver a causa.

O critério de utilização não é acrescentar composto por rotina, mas perceber o que o lote fornece e de que o canteiro realmente precisa. Confirmar a maturação evita usar material instável; analisar composto e solo ajuda a distinguir maturidade de equilíbrio nutricional; medir a área limita a aplicação ao espaço cultivado. Se os resultados indicarem excesso, não acrescentar mais é também uma decisão de gestão do solo. Cada aplicação deve ter uma quantidade definida, ficar registada e ser reavaliada antes do ciclo seguinte.

COMPRE ONLINE A UM PREÇO 45% MAIS BAIXO
Comprar online é cómodo e vantajoso
Faça-nos uma pergunta!
Contacte-nos
Telefone:
E-mail:
Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
N.º de registo:
38944924
Morada:
Thriges Plads 6, 5000 Odense C, Denmark
Redes sociais
Siga-nos no Instagram, Facebook e Twitter para ficar a par das novidades e ofertas de Bloomcabin.
X
Tem dúvidas e gostaria que lhe ligássemos de volta?
+351
−
✖